A Maria, depois do quarto filho, reclama com Manoel:
- Manoel, eu não quero mais ter filhos!
- Por quê?
- Eu não quero chineses aqui em casa!
- Chineses?
- É, você nunca ouviu dizer que de cada cinco crianças que nascem no mundo, uma é chinesa?!
Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade.
Na verdade, era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado ali.
O gerente perguntou ao rapaz:
- Você já trabalhou alguma vez?
- Sim, eu fazia negócios na roça.
O gerente gostou do jeitão simples do moço e disse:
- Pode começar amanhã. No fim da tarde venho ver como se saiu.
O dia foi longo e árduo para o rapaz.. Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:
- Quantas vendas você fez hoje?
- Uma!
- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.
De quanto foi a sua venda ?
- Dois milhões e meio de reais.
- COMO CONSEGUIU ISSO???
- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa. Para pescaria pesada. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco,
então o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhoneta com tração nas quatro rodas.
Perplexo, o gerente perguntou:
- Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?
- Não senhor. Ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse:
“Já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar???”
Nadinha Mara
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !!
A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e:
- Há ratoeira na casa, ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!
- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!
Nadinha Mara
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A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
Tudo bem.
O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos
e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos..
Chico Xavier
Nadinha Mara
Há um tempo de se esperar a chegada do bebê, tempo de consultar um médico.
Um tempo de sonhar com o que esta criança poderá ser.
Um tempo de orar a Deus para que me ensine como orientar esta criança que espero.
Um tempo de me preparar para que possa alimentar sua alma.
Mas eis que logo chega o tempo de nascer, pois os bebês não podem esperar.
O tempo de mostrar ao filho(a) que seu novo mundo é um mundo de amor, bondade e fidedignidade.
Há um tempo de meditar no que ele é, não um bichinho de estimação ou um brinquedo, mas uma pessoa, um indivíduo.
Estou decidido a dar o melhor de mim por ele, pois os bebês não esperam.
Há um tempo de abraçá-lo bem forte e contar- lhe a mais bela de todas as histórias.
Há o tempo de deixar os pratos na pia e levá-lo para balançar no parque, de apostar corrida, fazer um desenho, apanhar uma borboleta e de lhe dar uma amizade alegre.
Pois os filhos não podem esperar.
Há um tempo de cantar em vez de resmungar, de sorrir em vez de franzir a testa, de enxugar as lágrimas com um beijo e rir dos pratos quebrados.
Há um tempo de compartilhar com ele o melhor de mim nas minhas atitudes, amor pela vida, amor a Deus, amor pela família.
Há um tempo de responder suas perguntas, todas as suas perguntas, porque pode vir um tempo em que ele não queira minhas respostas. Há um tempo de ensiná-lo pacientemente a obedecer, a guardar seus brinquedos.
Há um tempo de assisti-lo a sair bravamente para a escola, de sentir falta de alguém a quem controlar, e de saber que outras mentes recebem sua atenção, mas que eu estarei ali para atender o seu chamado quando ele voltar para casa.
E irei ouvir ansioso a história do seu dia.
Há um tempo de lhe ensinar independência, responsabilidade e autoconfiança.
Tempo de ser firme mas amigável, de disciplinar com amor, pois cedo, bem cedo, haverá o tempo de deixá-lo partir.
Pois os filhos não podem esperar.
Há um tempo de guardar como tesouro cada efêmero minuto de sua infância.
Uma hora de cuidado hoje, pode evitar anos de sofrimento amanhã.
A casa há de esperar, a louça há de esperar, a reforma da casa pode esperar.
Haverá um tempo em que já não se ouvirão portas batendo nem haverá brinquedos na escada, ou brigas de infância, ou marcas de dedos na parede.
Então olharei para trás com alegria em vez de remorso.
Haverá um tempo de olhar para trás e saber que estes anos em que fui mãe/pai não foram desperdiçados.
Deus, dá-me sabedoria para perceber que hoje é meu dia com meus filhos.
Que não há momentos em suas vidas que não sejam importantes.
Que eu possa saber que nenhuma outra carreira é tão preciosa.
Que nenhum outro trabalho é tão recompensador.
Que nenhuma outra tarefa é tão urgente.
Que eu não a protele nem negligencie, mas que a aceite alegremente, jubilosamente, e pela tua graça compreenda, que o tempo é curto e meu tempo é agora.
Pois os filhos não podem esperar!
Helen M.Young
Nadinha Mara

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: "Como é possível que um professional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!"
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é "aquilo que nos apaixona".
É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono! ! e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em nós mesmos, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".
E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante! !
Observar decepcionada cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da SUA VIDA...
Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante ... E quando o encontrar, viva por ele e não o deixe fugir.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."
Reflita sobre o assunto e seja feliz!!
(Dr. Jorge Bucay - tradução do original "Hay que buscarse un Amante")
Nadinha Mara
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Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em
Comunicação, em Londres.
Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo
Horizonte...
Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas
hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,
o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor
operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os
outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque,
afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça -
e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor,
de repente, nos parece superado, modesto, aquém
do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor,
é que passamos a viver inquietos, numa espécie
de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos,
porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos
ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os
outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor,
comprando melhor, amando melhor, ganhando
melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás,
de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso
realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que
subir na empresa e assumir o cargo de chefia que
vai me matar de estresse porque é o melhor cargo
da empresa?
E aquela TV de não sei quantas
polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de
casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado
porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem
mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca
permanente do melhor tem nos deixado
ansiosos e nos impedido de desfrutar o
"bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos
faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu,
mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas
das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e
sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na
busca do "melhor" a gente nem percebeu?
(Leila Ferreira)
É o que chamo de "Correr atrás do vento!
Nadinha Mara